Caiu a ficha? Ou caiu o 3G?

Lembra da última vez que você utilizou esse objeto? No tempo dos orelhões e das fichas telefônicas, a comunicação não era nada instantânea.

Depositava-se tal moedinha para obter o direito de tagarelar por cerca de três minutos. Não havia perdão. Ou se inseria outra ou o papo era abruptamente cortado antes do “boa noite” ou do “também te amo”. Porém, nada mais desagradável do que os orelhões que comiam as fichas. Por vezes, tapas e sacudidas resolviam o problema.

É preciso esforço para localizar algum telefone público nas cidades. Servem para deleite de vândalos. Se a campânula estiver intacta, é lucro. Mais ainda se o aparelho não tiver sido furtado.

Um celular pré-pago traz a lembrança de falar com tempo cronometrado. O pós-pago da mesma forma. O famoso “fale grátis por tantas mixarias de minutos” é capaz de provocar contas quilométricas no fim do mês.

A herança foi a expressão “caiu a ficha”, fato que acontecia quando completava a ligação. Até hoje, o termo é utilizado – até por quem nunca a usou – para definir o momento no qual as pessoas assimilam algo.

Como atualizar a frase? Ninguém mais usa fichas na era na qual o que cai é o 3G. Já sei! Moderno agora seria dizer: ficou azul no WhatsApp!